No inicio não havia penaltis, nem tiros livres, muito menos juizes ou bandeirinhas. Quando a bola escapava para fora dos limites do campo, acabava ganhando a jogada (que seria uma lateral) quem tivesse o jogador mais vivo e veloz. Quem chegasse primeiro, como se estivesse fazendo uma conquista de guerra e a bola fosse um troféu, reiniciava a peleja. E a torcida precisava tomar seus cuidados. Afinal, os jogadores nem sempre eram gentis na sua desesperada busca de ganhar a posse da bola. Jogava-se com as mãos e os pés. A forma não importava muito. O importante era jogar.
Afinal, como começou o futebol? Há vagas referencias sobre isso. Os franceses brigam pela sua paternidade. O orgulho inglês é ferido quando alguém se mete a descobrir outras origens, que não sejam na velha e tradicionalista Inglaterra. Mas há pontos que trazem o futebol de milenios anteriores a Cristo. Alguns historiadores, dizem que o futebol começou 2500 anos antes de Cristo, inventado pelo imperador chinês Huang-ti. O chinês inventou o jogo, apenas para treinar seus soldados para as guerras, como uma forma de prepara-los em corpo e espirito para as batalhas guerreiras. Em Esparta, uma nova variante de algo parecido com o futebol, apareceu. Seu nome: epyskiros. Cada time tinha quinze jogadores (jogadores?) que chutavam uma bexiga de animal, cheia de areia.
Mas a referencia mais importante sobre as origens do futebol está na Idade Media, mais precisamente em Florença. (Até hoje se realizam jogos semelhantes, com os jogadores vestindo roupas que se assemelham a época.) Era o gioco del calcio, levado à Inglaterra, no século XVII, pelos partidarios do rei Carlos. Eles se refugiaram na Italia e voltaram à Inglaterra, quando o monarca recuperou o trono, levando entre os costumes assimilados no refugio, a pratica do calcio. Assim o futebol chegou à Inglaterra e de lá foi exportado para o mundo. Nas aldeias britanicas, na época, faziam-se jogos, mas os garotos já tinham uma atração pelo novo esporte : as ruas de terra serviam de campo e eles passavam a vida a chutar rusticas bolas de couro. Aos poucos, o futebol foi tomado-se um esporte escolar.
Em 1830, o dr. Arnold de Rugby recebeu uma importante missão: deveria mudar as estruturas das escolas públicas da Inglaterra. Ele criou o sistema de prefeitos e monitores, deu grande importância a religião, mas não esqueceu os esportes. Os jogos deveriam ser tão organizados como a rigida disciplina escolar. Foi a partir daí, que o futebol começou a tomar ares de organização. As primeiras regras variavam de acordo com a escola e o tamanho do campo. Até hoje não se tem um registro exato dos motivos que levaram cada equipe a ter onze jogadores. Mas existe uma explicação lógica: as turmas escolares da época eram formadas por dez rapazes, que se enfrentavam. Mas os bedeis de cada turma, nunca abriam mão do direito de entrar em cada um de seus times. Assim, dez rapazes, mais um bedel, formaram o número onze, que persiste até hoje.
Por essa época, havia muitas regras e formas de se praticar o futebol. Coube a escola de Eton, a organização do primeiro jogo onde era permitido apenas o uso dos pés. Aos poucos, a nova corrente foi ganhando novos adeptos. A outra continuou no velho estilo, que se transformaria no rugby.
O novo esporte espalhou-se pela Inglaterra inteira. Era a nova paixão, que dominava as universidades e escolas e chagava ao povo, através do entusiasmo dos estudantes. Criaram-se rivalidades, e as regras eram, cada uma, mais diferente do que a outra. Até que houve uma reunião para unificação das regras. Isso aconteceu em 1846, quando foi elaborado o "Regulamento de Cambridge". Ele foi elaborado e todos concordaram: as novas regras estavam homologadas. Em 1855, o primeiro clube de futebol do mundo, o Sheffiel nasceu para ficar. Foi em 1885 que surgiu o profissionalismo. Mr. W. Mac Gregor tornou o profissionalismo legal e organizado.
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